LUTHIER SERIES (videos)

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COMENTARIOS DE CLIENTES

Violão VALENCIO (Torres type), proprietário G.C.
".....o violão chegou em perfeitas condições, por sinal, muito bem embalado e protegido.
Achei muito bonito e feito com bastante esmero. Parabéns.
O som é exatamente o que eu penssava, doce, aveludado.
O que fiquei imressionado foi com a facilidade de tocar.
Então o resultado é o seguinte: violão muito bonito,ótimo som, bastante confortável...estou super satisfeito."

Violão VALENCIO (Smallman type), proprietário F.O.
".....Recebi o violão hoje, ainda não tive tempo de testar com calma mas minha impressão inicial foi muto boa.
Realmente muita resposta e volume."

Violão VALENCIO ( Smallman type), proprietário M.H.
"....O violão chegou em perfeito estado. Muito bem embalado.
O instrumento é excelente,. Parabéns."

Violão VALENCIO (Smallman type), proprietário D.M.
"....o violão chegou sem nenhum problema. Esta tudo no lugar.
O violão é lindo demais. Os acabamentos são excelentes e o conjunto todo ficou lindo demais, sinceramente. As vezes abro o estojo e fico olhando pra ele, hehe!!!
O braço é bastante confortável, mesmo. É o melhor que ja testei. Fácil de tocar e tem um tamanho bastante bom, para a minha mão.
....resolvi colocar cordas de carbono, já que bastante musicos falam que funciona bem no cedro, e de fato ficou bastante bom!!!
O som esta bem clara e presente, estou gostando bastante, com o tempo vou lhe informando a respeito do desenvolvimento do violão.
Os baixos são muito bons. Olha, eu fiquei realmente impressionado com a sonoridade deles que é bem longa e clara.
Estou bem satisfeito e pretendo tê-lo como meu violão principal."

Violão VALENCIO (Torres type), proprietário M.O.
"Recebi o violão sem nenhum problema e não resisti, na hora do almoço fui em casa pra vê-lo.
Sensacional, fiquei surpreso com o som, muito bom mesmo!
O que eu também gostei muito foi da cor do tampo e das laterais, ficou lindo...você acertou."


CLIQUE NAS FOTOS (para ampliação)

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Mosaico VALENCIO MOP (mother of pearl)

LABOR OF LOVE.

Assim considero a elaboração de um mosaico.

Este mosaico foi finamente elaborada em MOP, madre-pérola branca, com aneis em madeiras de cores prêta e branca.

Os desenhos que se repetem nos aneis, são uma estilização de "trevos de 4 folhas".

Mosaico (roseta) MOP (madre-pérola)

Este Mosaico foi construido em MOP, madre-pérola, branca, com os aneis, interno e externo em madeiras nas cores preta e branca

Sera aplicado em um tampo harmônico de cedro canadense.

O violão é um modelo Smallman type.


segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Violão VALENCIO (Torres type)

Este violão foi construido com  uma combinação de madeiras que esta se tornando "clássica" no Brasil, (tenho recebido muitas encomendas de violões com este conjunto de madeiras).
Tampo harmônico, Cedro Canadense, fundo/laterais, Jacarandá da India.
A madeira clássica para a construção do espelho dos instrumentos de corda é o Ébano, neste caso, a ponte e o espelho da mão, são também construidos em Ébano.

Violão VALENCIO (Torres type)

Fundo em belíssimo Jacarandá da India.

Lateral Violão VALENCIO

Lateral em  Jacarandá da India.
Madeira de excelente trabalhabilidade, bom acabamento, com o peso específico muito próximo do Jacarandá da Bahia, sendo muito utilizado para sua substituição.


Violão VALENCIO (Torres type)


Braço construido em cedro rosa  (qualidade especial).
Detalhe do friso central e junção com a caixa de ressonância.

domingo, 18 de outubro de 2009

Violão VALENCIO (cedro Canadense, Jacarandá Indiano)









Violão VALENCIO (mod. Torres), construido no mês 10/2009, tampo harmônico, cedro canadense (classe AAA), fundo /laterais jacarandá indiano, escala/ponte em ebano, braço cedro rosa com reforço em hard wood.

A utilização de madeiras de qualidade, na elaboração deste instrumento, permitiu atingir os objetivos pretendidos pelo cliente.... QUALIDADE DE SOM.

Mosaico (roseta), violão VALENCIO

Mosaico, muito detalhado, incrustrado em tampo harmônico de cedro canadense (classe AAA).

Bôca, permite visualizar o sêlo de identificação do luthier, modelo, mês e ano de construção.

Violão VALENCIO (cedro Canadense, Jacarandá Indiano)

Espelho da mão, modelo Torres, em Jacarandá, com detalhes em abano, e marfim.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

luthier Edson Valencio, label

Selo, impresso em papel de algodão, massa colorida, anti-fungos, não alcalino.

Utilizado para identificação do luthier, o tipo do violão e o mês/ano de sua construção.

Violão Valencio (Smallman-type)

Arm-rest em Jacarandá do Mato-Grosso, proteje a borda do tampo harmônico, evitando que o braço encoste no tampo.

Valencio (Smallman type)

Mão com acabamento em Pau-ferro, tarrachas Schaller.

Violão Valencio (Smallman type) 08/2009

Instrumento construido durante o mês de Agosto/2009,  sob encomenda.
Smallman type (canhoto).
Tampo harmônico, cedro Canadense; fundo (arched)/laterais, pau-ferro; braço cedro-rosa, (com reforço interno de hard-wood/fibra de carbono); espelho em Ébano; ponte, pau-Brasil; arm rest, jacarandá-Mato Grosso.

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Violão Valencio (Smallman-type)

Violão Valencio (Smallman type).









Segue acondicionado em hard case Gator.

Produzido em 07/2009.

(vendido)

domingo, 26 de julho de 2009

Violão Valencio (Smallman-type) mês 07-2009

Violão Valencio (Smallman-type) mês 07-2009

Tampo harmônico elaborado em cedro canadense, fundo e laterais em Pau-ferro, escala de ébano africano, ponte e arm-rest em pau-brasil, tarrachas Schaller (pegs de ebano).


Violão Valencio (Smallman-type) mês 07-2009




Este instrumento tem o fundo e laterais construidos com um magnífico Pau-ferro (Caesalpinia ferrea or Machaerium scleroxylum Tul.), de mais de 25 anos, conhecido internacionalmente como Morado, ou Santos-Rosewood.

O Pau-ferro tem uma beleza estética impressionante, com tonalidades que variam entre o marron escuro e o prêto, imprimindo um aspécto nobre ao violão.

Suas características tonais são semelhantes as do Jacarandá da Bahia, sendo muito empregada na elaboração de fundo, leterais de violões.

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Roseta ( homenagem a Hauser)




Roseta inspirada nos mosaicos de H. Hauser, que elaboro para utilização nos violões modelo Hauser.
Madeiras utilizadas: marfim e embúia

quinta-feira, 16 de julho de 2009

ROSETA Edson Valencio (motivo Indígena)

A roseta, é um mosaico construido de madeiras de cores contrastantes.

É considerado um "Trabalho de Amor" (Labor of Love), pelo tempo que leva-se para criar um belo "log", e para elaborar e fazer uma bela roseta.

Esta roseta, inspirada em motivos Indígenas, levei 6 horas para te-la pronta para instalação. Foi construida  com Pau-brasil, embúia e marfim,(cores naturais).

As rosetas, além do aspécto decorativo, tem a  função de selar os veios do tampo harmônico na região da boca do violão. 
Os frisos das bordas "purflings",  decoram e reforçam o instrumento, (são construidos de madeiras "duras'),  selam os veios da madeira que circundam.   




sábado, 11 de julho de 2009

Violão Cedro Canadense/Jacarandá Indiano

A combinação de madeiras deste instrumento, possibilitou uma sonoridade "doce", com um bom equilibrio entre os bordões/primas. 

O espelho em Ébano, a ponte e a mão em Jacarandá da Bahia, completam o conjunto ideal de madeiras que foram utilizadas na construção do instrumento.
Produzido, 07/2009. (vendido).
 

Lateral Jacarandá Indiano

O Jacarandá Indiano, é uma madeira de fácil trabalhabilidade, e exposto a umidade/calor, dobra-se facilmente para atingir o formato apropriado para ser aplicado no instrumento.

Violão, Cedro Canadense/Jacarandá Indiano

Este "set" de Jacarandá Indiano, apresentou-se bastante firme e consistente, com uma excelente resposta sonora.

O Jacarandá Indiano, tem excelente trabalhabilidade, com os poros bastante fechados,  facilitando o trabalho de acabamento. 

quinta-feira, 2 de julho de 2009

VALENCIO - Smallman-type











Violão Valencio (Smallman-type).

Produzido, 06/2009 (vendido).

sábado, 20 de junho de 2009

SMALLMAN-TYPE VOLUME/TEMPO

Remover formatação da seleção
Violão Edson Valencio (Smallman-type).

O gráfico ilustra como os violões Smallman-type, apresentam um som mais alto por um espaço de tempo maior, quando comparados à violões com estruturas internas convencionais.


fonte:http://www.nicholas-scott-guitars.co.uk/why_smallman.htm

TARRACHAS

Violão Edson Valencio (Smallman type), tarrachas Schaller, ratio de 18/1, com os pegs em Ébano. 




As tarrachas do violão são partes muito importantes para uma perfeita afinação do instrumento.


Devem ter os giros firmes e macios e uma excelente sustentação das tensões, não apresentando folga de giro e devem estar perfeitamente instaladas.


Tarrachas de boa qualidade tem os pinos das cordas com o diametro padrão de 3/8', devem ajustar-se perfeitamente em furos de 13/32' , a distância entre os pinos (padrão) é de 3.5 cm.


A qualidade das tarrachas, depende dos materiais que são construidas, as bases devem ser de bronze, e as "coroas e pinhões" em aço bastante resistente.


Um detalhe muito importante que deve ser levado em conta na escolha das tarrachas ideais é o "ratio", que significa o número de voltas que devem ser feitas (no pinhão) para que a "coroa" dê uma volta completa.


É muito simples conhecer o "ratio" de uma tarracha, basta contar o número de "dentes" da "coroa", ex.: 15 dentes, ratio de 15/1.


Quanto maior o "ratio", mais precisa é a tarracha.


Existem tarrachas de "ratio" de 12/1, (todas as nacionais), isso significa que, com (apenas) 12 voltas do "pinhão", conseguimos  um giro de 360º no pino da corda.


Tarrachas de boa qualidade apresentam um "ratio" de 15/1 e as excelentes de 18/1, isso significa que, precisamos girar mais (o "pinhão"), para alterarmos a tensão da corda, facilitando a afinação e possibilitando maior precisão para os ajustes perfeitos dos tons.


ratio=proporção, relação




domingo, 14 de junho de 2009

Encordoamento




A escolha das cordas ideais, depende da técnica de execução do violonista, da tensão (das cordas) preferida,  da dureza das unhas do músico, do repertóro a ser executado no instrumento.

Depende ainda da finalidade da execução, se é estudo, em ambiente pequeno (quarto, por exemplo)com muitas horas diárias de utilização, se é execução em salas de concerto (teatros), se é a nível de captação (gravação em studios).


Se o violão apresentar uma resposta acentuada dos graves, o ideal, para equilibrar as respostas graves/agudas, é utilizar cordas primas com sons bastante brilhantes.


Se o violão apresentar respostas acentuadas dos agudos, o ideal, para equilibrar as respostas graves/agudas, é utilizar bordões com sons bastante presentes.


Para cada finalidade é possivel encontrar um set de cordas ideal



Xuefei Yang, utiliza em seus violões Smallman, cordas D'Addario Pro Arte EJ46LP Hard tension para concertos, e um EJ45LP para gravações, (este segundo set, menos tenso).


Estes encordoamentos tem as primas polidas, que ameniza muito o ruido dos dedos nas cordas.

http://www.guitarplayer.com/article/xuefei-yang/jan-09/91963


John Williams, "prepara" seu set, utiliza em seus violões Smalman, 2 encordoamentos D'Addario,prefere as primas polidas ou semi polidas, hard tension. 

http://www.guitarteacher.com.au/johnwilliams.htm


David Russell, utiliza em seus violões Matthias Dammann,  encordoamentos D'Addario Pro Arté, prepara seu set com tensão normal ou média para os bordões e hard tension para as primas.

http://www.acousticguitar.com/issues/ag133/gear133.html


Ao terminar um violão (modelo Torres), utilizo um encordoamento D'Addario Pro Arté EJ 45, utilizo sempre o mesmo encordoamento para todos "Torres" que produzo, pois é um set que já conheço sua resposta, assim posso avaliar melhor o som do instrumento. Após algumas semanas de uso deste encordoamento, passo a utilizar o encordoamento da preferência do instrumentista, (caso seja uma encomenda), experimento (afinando e tocando) o set por alguns dias, até as cordas estabilizarem-se. 


Nos violões (Smallman type), utilizo D'Addario Pro-Arté Hard-tension  Ej 46, pois conheço bem o comportamento deste set. 


Estes violões possuem um som possante, possibilitando ao violonista um toque "leve", que permite ajustar as cordas bastante próximas aos trastes, facilitando a técnica de execução, o Ej 46 comporta-se como o esperado, bordões "definidos"e primas "brilhantes".


A melhor forma para voce decidir quais cordas irão soar melhor no seu violão é simples: teste, experimente várias marcas e modelos e deixe sua sencibilidade julgar.



terça-feira, 21 de abril de 2009

Violão VALENCIO Smallman type/Lattice bracing


Tenho o prazer de oferecer ao mercado Brasileiro os violões "Smallman type", também chamados "Lattice bracing".
Este modelo de violão foi criado pelo luthier Australiano Greg Smallman, é considerado o advento mais importante desde Torres.

O instrumento incorpora uma série de inovações:
-Estrutura interna do tampo harmônico em forma de treliça (motivo por ser também chamado "Lattice bracing").
-Tampo harmônico ultra-fino.
-Braço ajustável, (adjustable neck).
-Estrutura interna rígida.
-Fundo pré-moldado sem estruturas tranversais.
-Apoio para o braço,(arm rest).

Estrutura rígida (hard frame), violão VALENCIO Smallman type


Esta estrutura rígida, construida de compensado naval de primeira qualidade, além de prevenir deformações da caixa de ressonância, suporta as forças atuantes, liberando o tampo harmônico, para desempenhar unicamente a função de membrana vibratória.
O "hard frame" tornou o  violão mais equilibrado, adcionando peso à caixa de ressonância 

Braço Ajustável (adjustable neck), violão VALENCIO Smallman type


Este sistema, utilizado nos violões VALENCIO Smallman type, permite que a altura das cordas sejam ajustadas sem precisar soltar as cordas ou retira-las. 
Esta tarefa é facilmente realizada com ajuda de uma chave Allen, que mobiliza um parafuso totalmente embutido entre os 17 e 18 trastes
Este recurso permite que o instrumento seja ajustado à técnica do instrumentista e as diferentes tensões de cordas, sem que seja preciso alterar a altura do rastilho.
Este recurso proporciona uma tocabilidade insuperável.

VALENCIO, Lattice bracing


Esta estrutura em forma de treliça (lattice) é leve (10 gr), flexível e ultra resistente.
E' construida de madeira balsa com reforço de fibra de carbono.
 

Estruturas combinadas, violão VALENCIO (Smallman type)


A estrutura rígida suporta as forças atuantes, permitindo ao tampo harmônico e sua estrutura em forma de treliça, vibrar livremente.

Apoio para o braço (arm rest), violão VALENCIO Smallman type


A estrutura em forma de treliça permite que a borda do tampo harmônico, ultra fina, tenha uma vibração bastante acentuada, incrementando o volume e sustais das notas, o "arm rest" impede que braço do instrumentista encoste no perímetro do tampo harmônico, região muito importante na produção do som. 

Estrutura em forma de treliça (Lattice bracing)


A  treliça de balsa, reforçada com fribras de carbono, é leve (10gr), super resistente e flexível.
Permite que as vibrações provenientes da ponte propague-se por uma maior área do tampo harmônico, incrementando o volume e sustain do som do instrumento.



segunda-feira, 30 de março de 2009


A utilização do ébano para construção das escalas dos instrumentos de cordas, além da beleza estética gerada pelo maravilhoso contraste da sua cor negra com os trastes prateados, é justificada, principalmente pela facilidade com que os dedos deslizam em sua superfície, facilitando a tocabilidade dos instrumentos, muito útil nos instrumentos de cordas sem trastres.
Nos instrumentos de cordas com trastes, os dedos raramente tocam na madeira da escala, possibilitando a utilização de outras madeiras para sua construção, entretanto o ébano ainda é o preferido pela maioria dos luthiers.  

Frisos de acabamento (purflings)


Desenho de emenda para arremate das madeiras das laterais, com mesmo padrão de desenho dos frisos de acabamento. 

Purfling (frisos de acabamento)


Os frisos de acabamento, além da função estética, são aplicados para selar as extremidades dos veios das madeiras do fundo e do tampo harmônico.
Devem ser construidos com madeiras duras (hard wood) para melhor resistência desta região do instrumento.
Este tampo de Sitka, tem como acabamento frisos intercalados de Macapá e Ebano.

quarta-feira, 25 de março de 2009

Violão (sitka, Torres)



Ponte de Pau-Brasil, ótima madeira para a construção desta parte do instrumento, por sua excelente transmissão do som para o tampo do violão.
Purfling (frisos de acabamento) e escala, Ebano.
Fundo e laterais, jacarandá Minas Gerais.

Violão (sitka, Torres)

Violão 2009, tampo harmônico (sitka)
Escala de ébano, ponte, pau-brasil.




quinta-feira, 5 de março de 2009

Violão Abeto Alemão

Abeto Alemão


Tampo abeto Alemão. Filetes de acabamento (purfling) ébano, faixas brancas do purfling, macapá.

Mão Torres


Este desenho de mão foi inspirado no desenho original de Antônio Torres,(veja link + abaixo).
Torres, o mestre luthier Espanhol que estabeleceu as proporções do violão como o conhecemos, desenhou este modelo de mão em homenagem aos arcos das mesquitas Mouras.

Violão Jacarandá Minas Gerais


Este instrumento apresenta um volume excelente, com uma ótima definição nos médios.
O velho celeiro de café..... era de jacarandá.....

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Violão Abeto Italian/Imbuia


Esta é uma combinação de madeiras que utilizo com bastante constância na construção de violões  Torres, com resultados que me deixam bastante satisfeito, volume e clareza de timbre.

Violão GermanSpruce/Imbuia

Esta é uma combinação de madeiras, com as quais alcanço um excelente resultado sonoro.
Tampo de German Spruce, fundo e laterais em Imbuia, régua e ponte Jacarandá  (mato grosso).

terça-feira, 29 de julho de 2008

LIUTERIA E RESTAURAÇÃO


Restaurar instrumentos musicais de cordas, é uma especialidade da arte da Liuteria.
Varias abordagens me estimulam a atuar, também, nesta área: O aprendizado prático, a abordagem ecológica, o valor sentimental e histórico do instrumento musical.
O aprendizado prático: durante o processo de restauro, tenho a oportunidade de observar as diversas técnicas e materiais empregados pelos antigos construtores e constatar quais técnicas e materiais, são realmente aprovados.
Restauração e ecologia: restaurar é ecologicamente correto, evitamos a utilização de matérias primas novas.
O valor histórico: na prática da arte da Liuteria, trabalhamos com a atenção voltada as duas direções do tempo, passado e futuro. No passado, procuramos entender as aspirações estéticas, que estimularam os Luthiers da época a construírem seus instrumentos como construíram. Essa visão é fundamental para a comprenção da evolução dos instrumentos musicais e suas técnicas construtivas.
O Valor sentimental: Este valor é muito interessante, todo instrumento, tem uma história humana que o acompanha e ao restaurar o objeto material, o Luthier restaura também, todos esses aspéctos imaterias.
Um exemplo é este violão Gianinni, construído na década de 1960, inteiramente com madeiras maciças nacionais, tampo de Tabebuia (Tabebuia cassinoides), braço, laterais e fundo de cedro rosa (Cedrela fissillis), régua e cavalete de embuia (Ocotea porosa), estruturas internas de pinho(Araucária angustifoliaria), cola de origem animal (cola coqueiro). Neste instrumento podemos estudar o comportamento das diversas madeiras empregadas e constatar a aprovação de seu uso. Podemos ainda, observar as aspirações de seus construtores, pois na epoca, o conceito de violão "flat", ainda não existia e este Gianinni já era "flat", 6.5 cm de profundidade.

segunda-feira, 7 de julho de 2008

ATELIER DE LIUTERIA


É no Atelier de Liuteria, que executo minhas idéias e ideais de um excelente instrumento musical.
Estudo os projetos dos pioneiros construtores de violões e os projetos neo-clássicos.
Utilizo ferramentas manuais tradicionais na arte da Liuteria e ferramentas elétricas contemporâneas, cola de "base orgânica" e super colas "base epóxi".
É no Atelier de Liuteria, que a maciez da madeira é vencida pela dureza do aço, possibilitando-nos molda-la na forma científica de um violão.

terça-feira, 1 de julho de 2008

O LUTHIER E O INSTRUMENTO MUSICAL PERFEITO

Produzir um instrumento musical perfeito é o desafio do Luthier.
Ao iniciar a construção de um projeto, sempre tenho a intenção de produzir um excelente instrumento. Escolho as madeiras, observando suas características estéticas e físicas adequadas ao projeto, que executo milimetricamente, com atenção máxima a perfeição artesanal.
Na arte da Liuteria, meu foco é o violão, instrumento que podemos contar com muitas referencias sobre seu modo construtivo, possibilitando-nos projetar e construir ótimos instrumentos musicais.
Apesar das técnicas construtivas empregadas serem já seculares, a Liuteria contemporânea continua a evoluir, máquinas elétricas, vernizes sintéticas, super-colas, equipamentos para medições da humidade  nas madeiras, aferição eletrônica das gamas de sons produzidos pelo instrumento, afinadores eletrônicos, etc.
Com a evolução da Liuteria, evolui seu produto, no meu caso, o violão. Os ideais estéticos,  contemporâneos refletem-se na forma como concebemos o instrumento. Modificações em suas estruturas internas, baseadas em novos estudos da Acústica,  a intenção de obtermos mais 'poder' de som, nos leva a redesenharmos o violão, que evolui como um instrumento vivo.
Este movimento vivo, envolve o Luthier, que esta sempre engendrando seu próximo instrumento, imaginando que será  melhor.

sábado, 21 de junho de 2008

EXPLORAÇÃO ECOLÓGICA DAS RESERVAS FLORESTAIS

A exploração consciente das reservas florestais, demanda uma série de práticas necessárias, para que tenhamos acesso aos produtos florestais, mantendo a possibilidade de reposição natural das espécies. No caso das arbóreas, até tornarem-se adultas, mantendo assim as genéticas locais das espécies; um bom exemplo, é o sistema de rotação das glebas a serem exploradas. A observação científica de quais árvores serão utilizadas é fundamental, análise pré corte para identificação de possíveis 'defeitos' no tronco, estudo detalhado da área circunvizinha, para que a queda gere o menor impacto ambiental possível e muitos outros fatores técnicos caracterizam a exploração racional das reservas florestais.
Na área da  liuteria, temos na Itália, um exemplo de extração racional do Abeto rosso, a Floresta de Paneveggio, ela tem cerca de 600.000 mtrs3 de madeira, o bosque cresce cerca de 12.000 mtrs3 por ano, pouco mais da metade é extraída (6.600 mtrs3). O restante é mantido na floresta.
 
Na Liuteria  a exigência por excelência é fundamental,  do total do Abeto extraído dos bosques de Paneveggio, apenas 5%  são madeiras de resonancia, com características físicas ideais para serem utilizadas como tampos harmônicos.

sexta-feira, 20 de junho de 2008

ECOLOGIA/LIUTERIA

A arte da Liuteria, é a especialidade da marcenaria mais exigente com relação a qualidade das madeiras utilizadas.
 Somente as melhores partes dos troncos das árvores, muitas vezes seculares, são apropriadas, os cortes das toras selecionadas devem ser radiais,  o processo de secagem deve ser natural e demora anos. O violão é uma síntese das florestas, as madeiras utilizadas, são originarias de diversos ambientes ecologicos, as ideais para tampos harmônicos, são aquelas que vegetam em situações que o inverno é rigoroso, em altitudes acima dos 1000 metros, exemplo Europeam spruce, European maple, canadian spruce.
 Nos fundos e laterais, as madeiras utilizadas, são provenientes geralmente, de plantas  adaptadas a terrenos secos, bem drenados, de baixas altitudes, exemplo, Jacarandá da Bahia (Dalbergia nigra).
 Dois continentes portanto, são necessarios para obtenção das madeiras apropriadas. 
 Uma grande responsabilidade  ecológica para nos luthiers, o que nos leva a um uso mais consciente deste maravilhoso e raro material. 

quinta-feira, 19 de junho de 2008

CONSTRUÇÃO DE VIOLÃO COM MADEIRAS NACIONAIS

A grande diversidade da flora brasileira apresenta-nos uma enorme variedade de madeiras, matéria prima para nós luthiers.
 As espécies mais apreciadas, pela sua beleza estética e características sonoras; por exemplo, Jacarandá da Bahia (Dalbergia nigra), Cedro rosa (Cedrela fissilis), Mogno (Swietenia macrophylla), correm grande risco de extinção e estão hoje protegidas, restando-nos poucas reservas. A substituição das tradicionais madeiras utilizadas na construção de instrumentos musicais, foi o tema que o físico, Ph.D. Mário Rabelo de Souza abordou no seu excelente e muito utilizado, "Classificação de madeiras para instrumentos musicais, onde analisou 100 espécies da região Amazônica. O resultado obtido, indica que pelo menos 20 espécies de madeiras nativas brasileiras, são potencialmente aptas para a fabricação de instrumentos musicais, de corda e de sopro. 
Outras madeiras nativas, tradicionalmente utilizadas para a construção de tampos harmônicos são, o Pinho-brasileiro (Araucaria angustifolia) e o Pau de viola ( Tabebuia cassinoides),  suas características: textura média, grã direita, superfície lisa, cor clara , pesos específicos (0.55 e 0.39g/cm3 respectivamente), são características muito semelhantes, as das melhores madeiras importadas para tampos harmônicos, exemplo: Europeam spruce 0.43g/cm3, Canadian spruce 0.40g/cm3, European maple 0.50g/cm3.
 Tenho experimentado varias combinações de diferentes madeiras do fundo e laterais e do tampo Harmônico e obtido excelentes sonoridades.
Violão Flamenco, construido inteiramente com madeiras nacionais, (modelo Marcelo Barbero).
jacarandá-da bahia, ( dalbergia nigra)

O modelo da mão é um desenho do grande luthier Americano, Irving Sloane.
Fundo e laterais: imbuia (ocotea porosa)
tampo harmônico: tabebuia ( tabebuia cassinoides)
Boca entalhada no tampo harmonico

Violão- Jacarandá de Minas Gerais

Violão- Jacarandá de Minas Gerais
Este Jacarandá é de uma trabalhabilidade maravilhosa e permite um acabamento perfeito.

VIOLÃO DE CONCERTO (parte 1, escolha dos materiais).


Construção de um Violão de concerto.

Este projeto, é a construção de um instrumento de altíssima qualidade, portanto a escolha dos melhores matérias, é fundamental.
Para o tampo Harmônico, Abeto rosso italiano, da mesma floresta que Stradivari recolhia suas madeiras, classe E ( especial). Fundo e laterais, Jacarandá do campo (Machaerium acutifolium) selecionado. Braço e estruturas internas, cedro rosa (Cedrela fissilis), de alta qualidade. Tarrachas Rubner.
Procurei, na escolha destas madeiras; além da beleza estética, uma harmonia entre suas características físicas; para atingir as qualidades essenciais de um violão de concerto: Beleza estética, balanço, volume, projeção, ampla extensão dinâmica, ampla extensão das colorações dos tons, tocabilidade e outras qualidades essenciais.


VIOLÃO DE CONCERTO (parte 2, montagem)

VIOLÃO DE CONCERTO (parte 2, montagem)
O braço é unido as laterais formando um conjunto bastante sólido. Os reforços internos já estão colados (cedro rosa), segmentados nas partes a serem unidas ao tampo harmonico e inteiriços nas partes a serem unidas ao fundo.

VIOLÃO DE CONCERTO (Parte 2 montagem)

VIOLÃO DE CONCERTO (Parte 2 montagem)
O tampo harmônico já recebeu a incrustação da roseta, construida por mim com madeiras nobres, cores naturais, marrom embuia, branca marfim, vermelha pau-brasil.

VIOLÃO DE CONCERTO (parte 2 montagem)

VIOLÃO DE CONCERTO (parte 2 montagem)
A parte interna do tampo harmônico foi construida de modo tradicional, (tradicional fan bracing). Utilizei marfim(Balfourodendron riedelianum), nos suportes e no leque.

VIOLÃO DE CONCERTO (parte 2 montagem)

VIOLÃO DE CONCERTO (parte 2 montagem)
O fundo leva reforços internos de cedro rosa.

VIOLÃO DE CONCERTO (parte 2 montagem)

VIOLÃO DE CONCERTO (parte 2 montagem)
Roseta e filetes (purfling) instalados.

VIOLÃO DE CONCERTO (parte 2 montagem)

VIOLÃO DE CONCERTO (parte 2 montagem)
Tampo harmônico, fundo, laterais e braço, já estão unidos, formando um conjunto bastante sólido.